Para que existe a rima?
Se não posso rimar a morte e a dor
Guerra e tristeza
Saudade e solidão.
Para que existe a rima?
Eu lhe pergunto então!
Se a paixão e o amor não colam
As lagrimas e o gozo não dão o tom.
Lhe questiono novamente, para que existe a rima?
Se meu amor e o teu não são irmãos
Se minhas dores não estão no conjunto
E minha solidão não está no arranjo.
Oh..... lhe pergunto, para que existe a rima?
Diga que lhe escuto!
Já que meu ar não coaduna com teu desprezo
E minha boca não se amarra com a tua .
Devora-me oh... dúvida, porque não sei para que existe a rima?
Deve ser ironia do destino!
Ou força maior?
Mesmo diante a conjecturas, eu não sei para que ...
Em todo me entrego a este questionamento; para que existe a rima?
Não duvido que saiba!
E queiras perturbar o coração deste pobre vate.
Não estranhe se o encontra-lo em prantos atormentado frente a este agravo
Oh.... me insulto, pois não sei lhe dizer para que....
O fervilhar dos desejos impõem-se em saber!
Para que?
Creio ter que descobrir antes que pereça.
Para que ... Para que.... Para que...
Tantas perguntas sem um suspiro de resposta
Juro não saber responder!
Para que existe a rima se não a tudo une.
sábado, 22 de agosto de 2009
Noite Fria
Era eu em todo platéia
Admirador de beleza em altar-mor
Em ti vislumbrava Vênus em epopéia
Aos outros jóia de valor menor.
Não ousei em apenas olhar
Eis um momento de grande contemplação.
A noite jamais poderia findar
Sem que este relicário fosse sacralizado em canção.
Tão distante e com proximidade sutil
Tuas graças, oh flor da noite !
Se espalharam em um sonho viril
Que rasga meu peito em açoite.
Não poderia ser tão bela
Poderia ser menos doce
Este servo é todo dela
Dama que Eros trouxe.
Cantar-te em cação a mim sabatina
Pensar e não ter em meus braços a vida
Estático, a polidez me desanima
Aos cacos me retomo em bebida
Oh.... anjos de asas caídas!
Não posso parir a noite
Mas em dia preparo em carteira, minha ida
Para encontrar a dama da noite.
Admirador de beleza em altar-mor
Em ti vislumbrava Vênus em epopéia
Aos outros jóia de valor menor.
Não ousei em apenas olhar
Eis um momento de grande contemplação.
A noite jamais poderia findar
Sem que este relicário fosse sacralizado em canção.
Tão distante e com proximidade sutil
Tuas graças, oh flor da noite !
Se espalharam em um sonho viril
Que rasga meu peito em açoite.
Não poderia ser tão bela
Poderia ser menos doce
Este servo é todo dela
Dama que Eros trouxe.
Cantar-te em cação a mim sabatina
Pensar e não ter em meus braços a vida
Estático, a polidez me desanima
Aos cacos me retomo em bebida
Oh.... anjos de asas caídas!
Não posso parir a noite
Mas em dia preparo em carteira, minha ida
Para encontrar a dama da noite.
Caminhos do Brasil
Caminhos do Brasil
Rasgou-se o véu, que cobria o paraíso!
Sobre as asas da peste o vil pisa em solo sagrado,
Entre gritos de vivas e morras o sangue brasis circula,
E o canto de morte pulsa na floresta.
As naus trouxeram a cana; doce! doce! doce!
O açúcar amargo fez escorrer melaço vermelho ao chão,
Dentre vivas e morras as mães negras pariam um choro sôfrego.
Cárcere ! Fome! Força!, doce ... doce ... doce.
Chega o negro, com todo seu sabor.
Ouro negro, café brasileiro, quanto valeu? A quem valeu?
Plantado sobre vivas e morras, sorrisos e chibatas,
Os jongos diziam o que o mundo ainda não falava.
Novamente vieram, correndo! correndo! fugindo!
Os portos se abriram, viva ao Brasil!
Mas logo gritos de vivas e morras sopraram novamente,
Aquele que aqui estava se foi.
Fico! Vou! Fico! Vou! (...) Indeciso !
Fico e trago a esperança,
Com vivas e morras, o estalo, independência!
Embora tardia, pobre os que dela dependem.
Muda! Muda! Muda!
Eis uma nação, muda!
Berram vivas e morras ao profundo.Independentes, republicanos e brasileiros.
Rasgou-se o véu, que cobria o paraíso!
Sobre as asas da peste o vil pisa em solo sagrado,
Entre gritos de vivas e morras o sangue brasis circula,
E o canto de morte pulsa na floresta.
As naus trouxeram a cana; doce! doce! doce!
O açúcar amargo fez escorrer melaço vermelho ao chão,
Dentre vivas e morras as mães negras pariam um choro sôfrego.
Cárcere ! Fome! Força!, doce ... doce ... doce.
Chega o negro, com todo seu sabor.
Ouro negro, café brasileiro, quanto valeu? A quem valeu?
Plantado sobre vivas e morras, sorrisos e chibatas,
Os jongos diziam o que o mundo ainda não falava.
Novamente vieram, correndo! correndo! fugindo!
Os portos se abriram, viva ao Brasil!
Mas logo gritos de vivas e morras sopraram novamente,
Aquele que aqui estava se foi.
Fico! Vou! Fico! Vou! (...) Indeciso !
Fico e trago a esperança,
Com vivas e morras, o estalo, independência!
Embora tardia, pobre os que dela dependem.
Muda! Muda! Muda!
Eis uma nação, muda!
Berram vivas e morras ao profundo.Independentes, republicanos e brasileiros.
Carta ao mar
Carta ao Mar
Despertei ao dia inquieto
Exaurido do sofrer
Pensando em mérito
Além de viver ou morrer.
Casa vazia em meu peito
Dor.... Muita dor...
Solidão fere não tem jeito
Sinal da morte de amor.
Ao lado caneta e tinteiro
Feri então o papel
Tristeza não vens de dia primeiro
Desgraça de modo cruel.
Depois de sangue jorrar
Águas sinceras batizaram o confesso
Com uma garrafa dirigi para o mar
Na esperança de tê-la em regresso.
Carta ao mar amigo!
Resta apenas torcer
Para que o vento inimigo
Não a faça retroceder.
Leve Éolo este desejo a seu lugar
Prefiro a morte
A perder o meu amar
Musas desejem-me sorte.
Em regresso
Muita esperança no pensar
Será que haverá progresso?
Pergunta a não calar.
Cortina-se o véu da noite
De ânsia não consigo dormir
A guarda é um açoite
Espero o dia, para ir.
Ao chegar na areia, vidro todo quebrado
Reinancas de maré não pude evitar
Papel e garrafa despedaçados
Todos perdidos em carta ao mar..
Despertei ao dia inquieto
Exaurido do sofrer
Pensando em mérito
Além de viver ou morrer.
Casa vazia em meu peito
Dor.... Muita dor...
Solidão fere não tem jeito
Sinal da morte de amor.
Ao lado caneta e tinteiro
Feri então o papel
Tristeza não vens de dia primeiro
Desgraça de modo cruel.
Depois de sangue jorrar
Águas sinceras batizaram o confesso
Com uma garrafa dirigi para o mar
Na esperança de tê-la em regresso.
Carta ao mar amigo!
Resta apenas torcer
Para que o vento inimigo
Não a faça retroceder.
Leve Éolo este desejo a seu lugar
Prefiro a morte
A perder o meu amar
Musas desejem-me sorte.
Em regresso
Muita esperança no pensar
Será que haverá progresso?
Pergunta a não calar.
Cortina-se o véu da noite
De ânsia não consigo dormir
A guarda é um açoite
Espero o dia, para ir.
Ao chegar na areia, vidro todo quebrado
Reinancas de maré não pude evitar
Papel e garrafa despedaçados
Todos perdidos em carta ao mar..
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