Caminhos do Brasil
Rasgou-se o véu, que cobria o paraíso!
Sobre as asas da peste o vil pisa em solo sagrado,
Entre gritos de vivas e morras o sangue brasis circula,
E o canto de morte pulsa na floresta.
As naus trouxeram a cana; doce! doce! doce!
O açúcar amargo fez escorrer melaço vermelho ao chão,
Dentre vivas e morras as mães negras pariam um choro sôfrego.
Cárcere ! Fome! Força!, doce ... doce ... doce.
Chega o negro, com todo seu sabor.
Ouro negro, café brasileiro, quanto valeu? A quem valeu?
Plantado sobre vivas e morras, sorrisos e chibatas,
Os jongos diziam o que o mundo ainda não falava.
Novamente vieram, correndo! correndo! fugindo!
Os portos se abriram, viva ao Brasil!
Mas logo gritos de vivas e morras sopraram novamente,
Aquele que aqui estava se foi.
Fico! Vou! Fico! Vou! (...) Indeciso !
Fico e trago a esperança,
Com vivas e morras, o estalo, independência!
Embora tardia, pobre os que dela dependem.
Muda! Muda! Muda!
Eis uma nação, muda!
Berram vivas e morras ao profundo.Independentes, republicanos e brasileiros.
sábado, 22 de agosto de 2009
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