sábado, 22 de agosto de 2009

Carta ao mar

Carta ao Mar


Despertei ao dia inquieto
Exaurido do sofrer
Pensando em mérito
Além de viver ou morrer.

Casa vazia em meu peito
Dor.... Muita dor...
Solidão fere não tem jeito
Sinal da morte de amor.

Ao lado caneta e tinteiro
Feri então o papel
Tristeza não vens de dia primeiro
Desgraça de modo cruel.

Depois de sangue jorrar
Águas sinceras batizaram o confesso
Com uma garrafa dirigi para o mar
Na esperança de tê-la em regresso.


Carta ao mar amigo!
Resta apenas torcer
Para que o vento inimigo
Não a faça retroceder.


Leve Éolo este desejo a seu lugar
Prefiro a morte
A perder o meu amar
Musas desejem-me sorte.

Em regresso
Muita esperança no pensar
Será que haverá progresso?
Pergunta a não calar.


Cortina-se o véu da noite
De ânsia não consigo dormir
A guarda é um açoite
Espero o dia, para ir.


Ao chegar na areia, vidro todo quebrado
Reinancas de maré não pude evitar
Papel e garrafa despedaçados
Todos perdidos em carta ao mar..

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