Era eu em todo platéia
Admirador de beleza em altar-mor
Em ti vislumbrava Vênus em epopéia
Aos outros jóia de valor menor.
Não ousei em apenas olhar
Eis um momento de grande contemplação.
A noite jamais poderia findar
Sem que este relicário fosse sacralizado em canção.
Tão distante e com proximidade sutil
Tuas graças, oh flor da noite !
Se espalharam em um sonho viril
Que rasga meu peito em açoite.
Não poderia ser tão bela
Poderia ser menos doce
Este servo é todo dela
Dama que Eros trouxe.
Cantar-te em cação a mim sabatina
Pensar e não ter em meus braços a vida
Estático, a polidez me desanima
Aos cacos me retomo em bebida
Oh.... anjos de asas caídas!
Não posso parir a noite
Mas em dia preparo em carteira, minha ida
Para encontrar a dama da noite.
sábado, 22 de agosto de 2009
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